domingo, 21 de outubro de 2007

O AUTOR


                         MANOEL DE JESUS
Mineiro, mato-grossense e jaciarense, cruzeirense, evangélico de crença cristã, Manoel de Jesus, 58, é jornalista. Poeta desde 1978, escritor desde 1.985, já trabalhou em praticamente todos os níveis de comunicação nas funções de repórter, editor, chefe de reportagem, diretor de redação e assessor de imprensa oficial. Na cidade de Jaciara/MT exerceu o cargo de Secretário de Imprensa e Divulgação da administração Celso Oliveira Lima e Assessor de Imprensa na administração de Valdeci Luiz Colle – o Chiquinho do Posto, no município de Juscimeira/MT. Ganhou o premio de reconhecimento de jornalista investigativo em 2002. Tem três livros publicados: Caricaturas – poesias, Jaciara Senhora da Lua – história municipalista, e, As Dez Virgens e A Igreja no Contexto de Hoje - escatologia. Casado com a mesma mulher, a professora Mestra Marlene Martins, há 35 anos, tem três filhos muito bonitos, Esdras, Neemias e Joelmir; um neto maravilhoso – Jordany Maikê.
Viveu grande parte de sua adolescência e mocidade com os padres; capuchinhos ou  jesuítas. Dos capuchinhos herdou o conhecimento, o discurso e o amor pela literatura; dos jesuítas o gosto pela luta e pelos grandes desafios.
E foi graças aos exaustivos ensinamentos bíblicos, pacientemente dissecados, versículos após versículos, que se tornou evangélico de crença cristã e como tal, defensor de uma nova Teologia da Libertação na qual tenta mostrar aos brasileiros ao seu redor, que além deste país corrupto, canibal capitalista e caído espiritualmente, existe um “novo céu e uma nova terra”; com um Brasil onde não existem; políticos, sincretismo religioso, discursos dúbios e falsas esperanças.
Frei Beto, Ernesto Gardenal, Dom Pedro Cassáldaliga, Ariovaldo Ramos, Billy Graham, Ruben Alves e Santo Agostinho são seus escritores preferidos.
Seu grande sonho é a evangelização total dos brasileiros ao meu redor; e em função deste sonho, cremos que só se sentirá realizado quando puder viver plenamente o evangelho dos pobres anunciado por Jesus Cristo.


DEDICATÓRIA



À Deus,
autor e consumador da história.

Minha mãe – Regina Martins de Jesus
– in memorian;
e com especial afeto:
Marlene – esposa,
os filhos;
Esdras;
Josy;
Neemias
&
Joelmir,
coroas dadas por Deus

JACIARA – ALTAR DA LUA

- Primeiro templo da Igreja Evangélica Ass. De Deus - 1.960
As raízes de JACIARA, reportam aos idos de 1877, quando os irmãos Limirio Enéas de Moura, Luís França de Moura, Osório Irineu de Moraes, Manoel de Moura e sua esposa Elvidelina Malhado de Moura chegaram na região e fixaram se às margens do Rio Brilhante. Oriundos da cidade de Estrêla do Sul, em Minas Gerais, os três irmãos, no local onde hoje situa se, a Fazenda Brilhante, instalaram oficialmente a primeira moradia de “homens brancos e cultos”.
Antes das famílias França e Moura, já havia presença humana na região. Inscrições rupestres no sítio arqueológico denominado Vale das Perdidas registram a presença de povos na região há aproximadamente cinco mil anos, conforme estudos feitos por arqueólogos na atual região do Vale das Perdidas. Um desses povos primitivos, os Bororós, viviam no Vale do Rio São Lourenço. Autóctones, os Bororós denominavam a região de “Orári Mógo-dóge” (nome indígena que significa “região dos rios em que abundam peixes pintados”), habitantes do curso inferior do vale do Rio São Lourenço, receberam o apelido de “Porrudos”, da parte dos paulistas, que os avistando de longe, pensaram que os mesmos possuíam membros viris desconformes porque os índios usavam gomos de taquara apenso aos órgãos genitais cuja finalidade era a proteção contra as dentadas afiadas de piranhas do Pantanal.
A denominação autóctone da tribo é Bói, que quer dizer, índio Bororó. Oficialmente os Bororós formam a primeira presença humana nativa na região. Na aldeia indígena situada à oitenta quilômetros do distrito de São Lourenço de Fátima, no município de Juscimeira, alguns anciões do que restou da brava tribo, conta com detalhes as histórias ouvidas dos mais velhos sobre os embates sanguinolentos travados entre o então povo indígena e os novos habitantes do Rio Brilhante, narrações estas confirmadas em partes pelos remanescentes das famílias França e Moura. Porém antes dos Bororós, historiadores e lendas dão conta de um povo dotado de extrema mobilidade e destreza em suas pequenas e rápidas canoas de junco que cruzavam os rios do Pantanal, os Paiaguás, que faziam longas incursões às margens dos rios navegados, e em função do Rio São Lourenço, várias vezes visitaram o município travando violentas lutas com os bororós pelo suposto domínio desta terra. Entretanto a descontinuidade e a natural rivalidade entre um povo e outro, fez com que ambas as tribos, Bororós e Paiaguás, desaparecessem da região sem deixar vestígios de suas características étnicas.
De 1.877 até 1947, passados mais de meio século - setenta anos, a história praticamente pára no tempo na região. A colonização é feita de forma lenta e desordenada e a presença do homem branco se concentra nas regiões do Brilhante, com as famílias França e Moura e no Jatobá, hoje distrito de Celma, com a presença da família Maciel. Os irmãos Doca e Moreninha Maciel, bem como seus descendentes representam um importante elo de ligação entre o “ontem” e o “hoje” na história jaciarense.

OS PIONEIROS

- Primeira oficina mecânica do Vale São Lourenço: Oficina do Melquiades. In-memorian
- Dª Andrezza Maria de Arruda. Nascida em vinte de fevereiro de 1.913 - 20 / 02 / 13, esposa do falecido vaqueiro Cesídio Alves ( vulgo Cesídio).
Andrezza nasceu no distrito de Fátima de São Lourenço. Chegou em São Pedro da Cipa nos idos de 1.933 e mudou - se para Jaciara em meados de 1.948. Falecida em agosto de 2.007 Ainda hoje encontramos pessoas nascidas e criadas no município ou na região, pessoas estas com as quais se pode traçar um perfil sócio - político - administrativo e / ou histórico do que foi Jaciara antes da década de setenta.


Em 1.947, Milton da Costa Ferreira, fez sua primeira viagem oficial à Cuiabá e concluiu que o Vale São Lourenço era o local ideal para se implantar uma nova colonização. Após vários estudos entrou em contato com o então Governador do Estado, Dr. Arnaldo Figueiredo, para as transações iniciais, demonstrando interesse em colonizar toda a área. Desta iniciativa surgiu a CIPA - Colonizadora Industrial, Pastoril e Agrícola Ltda - composta, inicialmente, pelos sócios: Paulo da Costa Ferreira, Milton da Costa Ferreira, Osvaldo da Costa Ferreira e Navarro da Costa Ferreira.
Pouco tempo depois os senhores Coreolano de Assunção e Nicola Rádica, adquiriram uma área de terras do Governo do Estado, num total de setenta mil hectares, com o compromisso de utilizá-la para colonização, área esta que foi incorporada e comercializada pela CIPA. Feito os ajustes necessários, veio para Jaciara o pai dos Ferreiras, Antônio Ferreira Sobrinho, que criou novas perspectivas e contribuiu decisivamente para o sucesso da colonização. Pela sua influência e presença constante em todas as ações e decisões envolvendo a nova colonização, Antônio Ferreira Sobrinho se tornou nacionalmente conhecido como o fundador da CIPA.
Os primeiros colonos chegaram dois anos após a primeira viagem de Milton Ferreira a Cuiabá. Em 1.949 foram plantadas as primeiras lavouras nas terras comercializadas pela CIPA.
Posteriormente, chegaram os fundadores de Jaciara; a família Ferreira: Milton da Costa Ferreira, Paulo da Costa Ferreira, Navarro da Costa Ferreira e o pai: Antônio Ferreira Sobrinho, seguidos de Nicola Rádica, Coreolano de Assunção e outros.
Depois aparecem: Rodes Roldão Rodrigo, Adolfo Menezes, Rodolfo Dacol Bueno, Paulo Leal, Eugênio Sacaramal, Leopoldo Francisco Sonsin, Pedro Galdino, João Rádica, etc.

PRIMEIRO NÚCLEO URBANO

- Vista parcial do prédio da Igreja Matriz
Para se instalar na região, a CIPA fez seu acampamento onde hoje é a Chácara de Paulo Ferreira. Na época esta área pertencia a um Caiçara, nome dado aos moradores autoctones, conhecidos por todos, como “Doricão”, mais tarde convertido ao cristianismo e batizado com o nome de Deodoro Antônio de Deus, .
O primeiro Núcleo Urbano ocorreu, exatamente, na Gleba São Nicolau no mesmo lugar onde hoje se acha instalada a sede do município. Nesta área, havia pequenos cursos d’águas, que, pôr isso mesmo, recebeu o nome de FUNDÃO ou CABECEIRA DE OLHO DE BOI. Posteriormente, outros núcleos surgiram ao longo dos cursos dos rios Amaral, Cachoeirinha, Brilhante, etc, todos ainda de uma maneira um tanto quanto desordenada.

A EVOLUÇÃO DO MUNICÍPIO

- Vista parcial da Av. Antônio Ferreira Sobrinho - 1.973

Em 1950, é elaborado o projeto de urbanização da futura cidade de JACIARA. Surge o primeiro Colégio com duas salas de aula. É demarcada e aberta com foices e machados a Avenida principal, que nasceu com o nome de Tamoyos, hoje Av. Antônio Ferreira Sobrinho.
Três anos depois de elaborado o projeto de urbanização e já em andamento o processo de ocupação ordenada do município, através da lei nº 695, de 12 de dezembro de 1.953, é criado o distrito de Jaciara, ainda município de Cuiabá. O distrito cuiabano durou apenas cinco anos. Consolidado o processo de colonização, em 20 DE DEZEMBRO DE 1.958, o então Governador JOÃO PONCE DE ARRUDA, sanciona, em 20 de dezembro de 1.958, a Lei nº 1.188, criando o município de JACIARA.
Ainda em 1958 tem início a abertura da Rodovia MT - 15 (hoje BR-364) que trouxe um impulso maior ao desenvolvimento no mais novo município matogrossense, pois veio permitir um melhor escoamento da produção para os dois maiores centros de consumo; Cuiabá e Campo Grande, hoje capital do Mato Grosso do Sul.
Em 30 de Junho de 1978, através da Lei nº 4.004, é criada a COMARCA DE JACIARA, composta, além do Município-Sede, pelos Distritos de São Pedro da Cipa e Celma, bem como pelo Município de Juscimeira e seus Distritos: Santa Elvira e São Lourenço de Fátima.
Em virtude da Lei Municipal número 30 / 68 de quinze de julho de 1.968, ,transferiu - se a partir deste ano, o dia de comemoração do aniversário da cidade que desde então passou a ser feita no dia 21 de outubro, data do nascimento de Antônio Ferreira Sobrinho.
Com a promulgação da Lei número 240 / 79, de trinta de abril de 1.979, o município de Jaciara a partir de então passar a ter três feriados municipais fixos, a saber: quatro de outubro, data do padroeiro da cidade - São Francisco de Assis; vinte e um de outubro, data comemorativa do aniversário da cidade e o dia vinte de dezembro ( data da promulgação da Lei estadual que elevou Jaciara à Município) passou desde então a ser considerado dia cívico municipal.

A ORIGEM DO NOME

- Vista parcial da antiga Praça Tamoyos

A cidade não tinha um nome específico, embora fosse chamada de CIPA, por isso, os habitantes locais e a própria companhia, observando o crescimento do lugar, sentiu que a mesma precisava de um nome.Surgiu daí a idéia de se realizar um concurso.

Muitos nomes foram sugeridos. Após várias análises, foi escolhida a sugestão do Sr. Coreolano de Assunção, então um dos sócios da Companhia, que, lendo as obras de Humberto de Campos, encontrou a Lenda da índia JACIARA, a SENHORA DA LUA, no texto ‘VITÓRIA RÉGIA’, que tinha muita semelhança com uma lenda então existente na região.

Em função do nome escolhido ser de origem Tupí - Guarani, todos os nomes das ruas que foram abertas na época receberam nomes indígenas semelhantes.

LENDA DE JACIARA

Estátua de "Jaciara", localizada na Praça Tamoyos

“A canoa, puxada a quatro remos, descia o pequeno afluente do Amazonas, desviando - se, ligeira, das grandes manchas de plantas aquáticas que a correnteza preguiçosamente arrastava. Quando o velho índio Tibúrcio, sutando a remada, começou a contar - me a mais formosa lenda daquelas Ribeiras:
- Antigamente, meu senhor, este rio era limpo de toda sorte de água - pe, e de corrente tão clara que se podia ver, de dia, as traíras, os piaus e os mandis rabeando no fundo, no grande leito de areia dourada. Nesse tempo, morava na cabeceira do rio, onde as águas são mais puras, um velho índio, o famoso Tauí, cuja filha JACIARA, assim chamada por ser a Senhora da Lua, era com os seus olhos mais negros do que o Acapri, a mais formosa moça da redondeza.
O Caboclo enfiou, de novo, o úmido remo no grande leito do rio, fê - lo roncar saturno, nas profundezas d’água silenciosa, e levantando - o gotejante, continuou a narrativa:
- Um dia, voltando da caça, adivinhou Tauí, de longe, a presença de um estranho na palhoça que lhe servia de casa. Arrastando - se, como uma cobra, sobre as folhas, estava o pobre pai a poucos passos da porta de esteiras, guando de lá pulou um homem, que desapareceu, de um salto, no seio da mataria.
Duas remadas ressonaram, de novo, profundas no leito do rio, impelindo a canoa. E Tibúrcio reatou a História:
- Furioso com a traição da filha, o índio, feroz, atirou - se contra ela, esganou - a e abriu - lhe de lado a lado, com a ponta da flecha, a caixa do peito moreno. Feito isso, enfiou no seu corpo as grandes unhas de tamanduá e arrancou - lhe, sangrento, o coração ainda palpitante que atirou da porta da palhoça à clara correnteza do rio.
Impeliu, mais uma vez, a canoa ligeira, fazendo roncar no seio da água o seu pesado remo de massaranduba, e rematou:
- Desde esse tempo, meu senhor, começaram a aparecer no rio estas verdes plantas, errantes, cuja flor, alva como a Lua, dorme no fundo das águas e rebenta, à noite, com grande estampido, espalhando por tudo, em redor, a doçura do seu perfume.
E, apontando - me uma “Vitória Régia”, que descia, alva e enorme, nos braços carinhosos das águas, acrescentou, compungido:
- Olhe, lá vai uma, é o coração de JACIARA...
E impeliu a canoa com força”.
( LENDA DE JACIARA, de Humberto de campos, do livro “A Serpente de Bronze”).

SÍMBOLOS DO MUNICÍPIO



Jaciara tem como símbolos, o Brasão, o Hino e a Bandeira instituídos pela lei número 175 de dezoito de junho de 1975. A Bandeira e o Brasão são da autoria do heraldista, professor Arcione Antônio Peixoto de Faria e a letra do hino municipal da autoria do Professor Lourival Lins da Silva.
O Brasão e a Bandeira foram apresentadas à comunidade e adotado oficialmente em 21-10-1976.
“Esquartelada em cruz”, lembra nesse simbolismo o espírito cristão de seu povo. O Brasão, aplicado na Bandeira, representa o governo municipal e o losango branco onde é contido representa a própria cidade sede do município. A cor branca é símbolo da paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza, religiosidade. As faixas brancas carregadas de sobre faixas vermelhas que aquartelam a Bandeira, representam a irradiação do poder municipal que as expande a todos os quadrantes do seu território, a cor vermelha simboliza o amor pátrio, dedicação, audácia, intrepidez, coragem e valentia. Os quartéis de azul, assim constituídos, representam, propriedades rurais existentes no território municipal a cor azul é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura - Artigo 8º, § 2º.
O Brasão, segundo o Artigo 24, § único, tem a seguinte interpretação simbólica:
a) Escudo samnítico, usado para representar o Brasão de Armas de Jaciara, foi o primeiro estilo de escudo introduzido em Portugal - por influência Francesa, herdado pela heráldica brasileira como evocativo da raça colonizadora e principal formadora de nossa nacionalidade;
b) A coroa mural que o sobrepé é o símbolo universal dos brasões de domínio que sendo de argente (prata), de seis torres, das quais apenas quatro são visíveis em perspectivas do desenho, classificada a cidade representada na Terceira Grandeza, ou seja, sede de município a iluminura de góles (vermelho); pelo significado heráldico da cor é condizente com os predicados próprios dos dirigentes da comunidade;
c) a cor blaú (azul) do oampondo é símbolo de justiça, nobreza, perseverança, zelo, lealdade, recreação e formosura;
d) projetada no campo, a panóplia constituída pelo crescente enclimado de cinco estrelas, tudo de argente (prata), lembra no brasão o parlamentarismo do topônimo que a cidade ostenta: JACI = lua; ARA = Altar - da linguagem indígena - segundo sua crença, em que o “altar da lua” é o próprio firmamento;
e) o metal argente (prata) é símbolo de paz, amizade, trabalho, prosperidade, pureza, religiosidade;
f) ao termo, a faixa ondada que corta o ampo do escudo representa o Rio São Lourenço, principal acindente geográfico do Município e em ponta, a buzina estilo boiadeiro representa a pecuária uma de sua principais atividades econômicas;
g) nos ornamentos exteriores, as chaminé fumegantes, tendo brocantes canas-de-açúcar e na base engrenagens, lembram no Brasão a usina de açúcar, única no Estado, fator econômico de grande importância na vida Municipal.

- HINO DE JACIARA
Letra e música - Prof. Lourival Lins da Silva
I
Lindos vales, belas colinas, povo livre e trabalhador
Incansável, altaneiro, luta pela paz e amor!
Verdes campos cor da esperança, águas puras a rolar!
Salve. Salve. Jaciara Minha terra, meu doce lar!
II
Teus irmão de terras distantes tua pujança vem aumentar
E de ombros justapostos, o teu nome elevar!
Conta sempre terra querida, com os jovens à sorrir.
Pois confio em Jaciara, na grandeza do teu porvir!
III
Teu pendão tremula radiante, dominando a vasta amplidão.
Anunciando a liderança, conquistada pela união.
Teu trabalho seja fecundo e receba bênçãos mil,

Salve. Salve. Jaciara. Sê o orgulho do meu Brasil.

A EDUCAÇÃO NO MUNICÍPIO


- Vista parcial das ruínas da "Escola Batista" - Primeira escola de ensino inicial no Vale São Loureço.
- Vista parcial da faculdade Eduvale



A primeira sala de aula no Vale São Lourenço, funcionou na sede da Fazenda Brilhante.
A primeira professora, conhecida como tal, foi Aurelina Machado de Moura, uma cuiabana casada com Benigno Marcelino de Moura.
Já na sede do município, o primeiro prédio escolar, foi erguido no local onde hoje está situada a Escola estadual de Primeiro Grau Prefeito Artur Ramos. Feito de madeira, com duas salas de aulas, foi construído em 1.950 e atendia pelo nome de Escola Rural Mista. Posteriormente foi elevado à condição de Grupo Escolar e mais tarde recebeu a denominação de Escola Reunida.
As primeiras professoras a lecionar na Escola Rural Mista, foram, Iraci de Arruda e Nélia Ferreira de Arruda. Com a elevação de Escola Rural Mista para Grupo Escolar, foi indicada pela Prefeitura de Cuiabá a primeira diretora no município, Edna Borges de Oliveira - Dª Dininha.
A exceção de Dª Dininha que possuía o primário completo, as demais professoras não concluíram o curso primário.
O segundo prédio escolar, foi construído pela missionária batista, Ana Wollerman, no fundos do templo Batista, em 1.957. Junto com a missionária veio uma professora de nome Ester, que ao lado de outras protestantes fizeram funcionar na época a melhor escola primária na região. A Escola Batista, como era conhecida, há muito tempo se encontra fechada, porém o prédio ainda permanece de pé.
Em 1.959, as freiras; Maria Ossemer e Carolina Stringari deram início às aulas, numa pequena sala improvisada, no próprio barraco onde moravam. Nascia assim a terceira escola no município. Graças a procura por parte dos pais e o conseqüente aumento do número de alunos, em janeiro de 1.960, o bispo Dom Vunibaldo mandou construir um pequeno prédio escolar que durante muito tempo atendeu pelo nome de “Escola das Irmãs”. Somente a partir de 1.963, a “Escola das Irmãs” passou a ser chamado pelo seu nome oficial “ Escola São Francisco”.
Atualmente o município conta com várias unidades de ensinos; fundamental, médio e superior, tendo como mantenedores as redes públicas; estadual e municipal, no ensino fundamental e médio e a iniciativa privada com o médio e o terceiro grau(superior).

OS PREFEITOS


Vista parcial da Prefeitura Municipal.

Esquerda: Valdizete Nogueira

Direita: Geraldo Verniano

Em 1959, ALBERTO TAVARES foi nomeado o primeiro administrador no município e deveria permanecer como tal até a posse do prefeito eleito. Entretanto, em função da Constituição que previa poder o administrador permanecer apenas seis meses no cargo, findo este prazo, em cumprimento à lei, o prefeito de Cuiabá, Dr. Garcia Neto, nomeou uma comissão que veio a Jaciara e recebeu das mãos do senhor Tavares a Prefeitura e os poucos pertences ( alguns móveis e papéis então existentes).
A comissão, impossibilitada de levar com ela os pertences da Prefeitura de Jaciara, resolveu nomear um fiel depositário para tomar contar e responder por aqueles bens e documentos. Para tanto foi escolhido o Juiz de Paz da cidade, o senhor Antônio Bastos Pereira.
Apesar de responder em juízo pelo bens e documentos em seus cuidados, Antônio Bastos nunca reivindicou o pomposo título que a função lhe outorgava, dessa forma, Alberto Tavares ficou historicamente ostentando o título até 30 de janeiro de 1.963, apesar de então já haver mudado para a capital vários meses antes das eleições municipais que conduziu Antônio Bastos legitimamente ao cargo.
Historicamente Alberto Tavares administrou até 30 de janeiro de 1963.

Em 31 de janeiro de 1963, tomou posse o primeiro prefeito eleito, ANTÔNIO BASTOS PEREIRA, pertencente aos quadros da UDN, na primeira eleição municipal, realizada em sete de outubro de 1.962 e que teve como concorrentes Ramon Araújo Itacaramby, pelo PSD e Paulo Ferreira, pelo PDS.
Na época, havia vinculação de votos: Os votos dos vice - prefeitos, eram dados de forma separada e posteriormente somados ao dos prefeitos. A eleição de Antônio Bastos só foi possível, graças à estrondosa votação obtida pelo seu vice, Dr. Artur Ramos da Costa, médico conhecido como Dr. Chinelão. A gestão Antônio Bastos ficou marcada pela instalação do posto de saúde pública que funcionou onde hoje funciona a 3ª CIA PM/ MT e funcionamento da Ciretran, bem como a instalação da primeira Agência Bancária - BANCO DO POVO, hoje HSBC BAMERINDUS e também o primeiro Posto de Gasolina, de propriedade de José Cassiano da Silva, hoje Posto Shell. Bastos também adquiriu o primeiro veículo motorizado usado pela Prefeitura: Um Jeep Willians.

- RAMON ARAÚJO ITACARAMBY, tomou posse no dia primeiro de janeiro de 1967 tendo como vice prefeito Antônio Borges. Como prefeito, Ramon se notabilizou pelo seu cuidado com a saúde pública aumentando o número de médicos no posto de saúde, que antes era atendido somente pelo Dr. Sebastião (primeiro médico jaciarense) e Dona Nerli, providenciando a vinda do Dr. Arnildo Sulzbacher; construiu a praça Tamoyos instalando lá o primeiro relógio solar da região, que ficava no centro, bem como se revelou excelente taxador de impostos aplicando pesadas multas em proprietários de bicicletas e carroças de tração animal que trafegavam pelo município.

- MÁRCIO CASSIANO DA SILVA, chegou na região em 1954 mais precisamente em São José da Serra mudando-se posteriormente para São Pedro da Cipa e finalmente em 1959 muda para Jaciara.
Foi eleito prefeito por três gestões alternadas: a primeira posse se deu em primeiro de fevereiro de 1970, a segunda em primeiro de fevereiro de 1977 e a terceira e última em primeiro de janeiro de 1993; Márcio é visto pela maioria dos jaciarenses como o grande responsável pelo estado em que se encontra o município atualmente.
É de iniciativa de Márcio Cassiano a construção de obras como o prédio do Fórum local, vários prédios escolares, a policlínica, a instalação da telefonia convencional e a agência do Banco do Brasil no município entre outras.

- ARTHUR RAMOS DA COSTA - 01/02/73 à 30/06/73: Na sua curta gestão, apenas cinco meses, à frente da Prefeitura Municipal, o município recebeu a visita do governador José Fragelli que inaugurou a ampliação do então prédio da Prefeitura, que permitiu o funcionamento das divisões de Saúde e de Serviços Públicos, mais as Secretarias de Educação e Obras, na oportunidade fez o lançamento da pavimentação asfáltica dos primeiros dois mil metros quadrados de asfalto na avenida Antônio Ferreira Sobrinho e também deu início a construção da rodoviária municipal e várias obras de cunho social.

- RAIMUNDO JOSÉ FRANÇA : Com a morte pré-matura do Dr. Arthur Ramos da Costa, o vice-prefeito, Raimundo José França, tomou posse no dia primeiro de julho de 1973, dando continuidade ao trabalho iniciado pelo ex - titular da cadeira de prefeito.

- MÁRCIO CASSIANO DA SILVA: Posse em 01. 02. 77
- GERALDO VERNIANO: Governou o município de primeiro de janeiro de 1983 à trinta e um de dezembro de 1988. Sua gestão foi marcada por um período frutífero e opulento com a realização de grandes obras. Na sua administração o município foi beneficiado com o Projeto Cura que permitiu a pavimentação asfáltica de várias ruas na região central da cidade, adquiriu o prédio onde ainda hoje funciona o Paço Municipal e se notabilizou pelas ações desenvolvidas na área social.

- ARNILDO HELMUT SULZBACHER: Tomou posse primeiro de janeiro de 1989 governando até trinta e um de dezembro de 1992. Apesar de muito querido pela população, o médico e parteiro da cidade como era conhecido, teve uma gestão difícil e desastrosa.
Acuado e perseguido por seus adversários políticos, Dr. Arnildo quase nada conseguiu fazer no município a não ser administrar e pagar na medida do possível as enormes dívidas contraídas pelas administrações anteriores.

- Márcio Cassiano da Silva: Posse em 01.01.93

- CELSO OLIVEIRA LIMA: Tomou posse dia 1º de janeiro de 1.997 e encerrou seu mandato em 31 de dezembro de 2.000. Ex - vereador no município e ex - secretário de finanças da gestão Márcio Cassiano. Prefeito "formiquinha", sua gestão foi marcada pela realização de pequenas obras em infra-estrutura e pela organicidade administrativa, fato até então inédito na história jaciarense.

Na administração de Oliveira Lima, Jaciara e seu potencial eco-turístico foram projetados nacionalmente com a implantação e a realização anual da “Temporada de Esportes Radicais”.

- VALDIZETE NOGUEIRA: Governou o município de primeiro de janeiro de 2.000, à trinta e um de dezembro de 2.004. Sua gestão foi marcada por um período de grandes realizações em obras de infra-estrutura, tais como; pavimentação, construção conjuntos públicos residenciais e de vários prédios administrativos, etc.

Considerado o melhor prefeito jaciarense dos últimos tempos, em virtude das inúmeras obras realizadas terminou seu mandado contando com uma aprovação popular de mais de 80%, fato inédito nos anais políticos de Jaciara.

- MAX JOEL RUSSI: Assumiu o governo do munícípio jaciarense dia 01 de janeiro de 2005.

Sua gestão está sendo marcada, sobretudo pela rejeição da sociedade em relação ao seu secretariado. Ex-vereador, tem se sobressaido como uma "gestão de amigos".

Embora esteja realindo algumas obras significativas, sua administração sofre uma alta taxa de rejeição por parte da população.

O PODER JUDICIÁRIO



O Poder Judiciário de Jaciara é composto por três varas cíveis, com Promotoria, Defensoria Pública, Vara Trabalhista, Juizado de Pequenas Causas e Conselho Tutelar, todos devidamente equipados administrativamente.

Sob a jurisdição da Comarca Jaciarense, está o município de Jaciara e São Pedro da Cipa.Os réus considerados de alta periculosidade, quando julgados e condenados, são removidos para Cuiabá ou Rondonópolis, onde permanecem detidos. Aqueles com pena inferior a oito anos, caracterizados como presos provisórios, são recolhidos na Cadeia Pública, anexa à Delegacia de Polícia Civil.

- Foto: Vista parcial da sede da Vara trabalhista

DADOS GERAIS DO MUNICÍPIO













Principais culturas: Cana de açúcar, soja e algodão


- LOCALIZAÇÃO
Localiza - se na Região Sul do Estado de Mato Grosso, na microregião de Rondonópolis (MR-538), na depressão denominada Rio Paraguai, calha do Rio São Lourenço.
Coordenadas geográficas: latitude sul - 16º02’30’’ e longitude oeste -54º59’45’’.

- EXTENSÃO TERRITORIAL
Com uma área de 1.801,41 km² , está distante da Capital 127 km em linha reta e 142 km pela rodovia BR-364.

- LIMITES
Norte: Campo Verde
Sul: São Pedro da Cipa.
Leste: Dom Aquino.
Oeste: Santo Antônio do Leverger e Juscimeira.

- DISTRITO
O município de Jaciara tem apenas o Distrito de Celma, que dista 60 km da sede.

- MUNICÍPIOS ORIUNDOS DE JACIARA
Juscimeira: Criado pela Lei 4.148 de 10 de dezembro de 1.979,
São Pedro da Cipa: Criado pela lei 5.906, de 20 de dezembro de 1.991.

- PRINCIPAIS COMPONENTES DO RELEVO
A unidade geomorfológica que domina a maior parte da região é denominada Planalto dos Alcantilados, modelado por rochas paleozóicas do grupo Aquidauana. Este planalto, naturalmente, dissecado, deu origem à vários segmentos que recebem denominações locais como: Serra da Areias, situada em sua porção central, Serra de São Lourenço, Coroados e São Jerônimo, que desempenham papel decisório entre a microregião e a Baixada Cuiabana.
57,5% do território do Município são de áreas praticamente planas. 37,5% são de áreas onduladas, 4% são de áreas acidentadas e 1% de áreas inaproveitáveis.

- TIPO E UTILIZAÇÃO DO RECURSOS HÍDRICOS
O Município é banhado pela Bacia do Rio São Lourenço, que é um dos formadores do Pantanal Mato-grossense.
Além do Rio São Lourenço existem os rios; Tenente Amaral, Prata e Brilhante, e os córregos: Saia Branca, Água Grande, Piraputanga, Bento Ribeiro e Cachoeirinha, todos de muita importância para o município.

- CARACTERÍSTICAS CLIMÁTICAS.
O clima predominante no município é o tropical quente e semi-úmido, registrando-se temperaturas elevadas, sendo que as máximas são registradas principalmente nos meses de setembro a outubro e variam entre 32º a 36º, as mínimas, registradas nos meses de junho a agosto, variam entre 10º a 28º.
A temperatura média anual fica em torno de 22º.
Este clima se deve em grande parte à altitude da cidade, 480 metros acima do nível do mar, e a um índice pluviométrico com uma precipitação anual entre 1.750 mm à 2.200 mm/ano, com intensidade máxima em dezembro, janeiro e fevereiro, mostrando dois períodos distintos sendo que a seca dura de maio à agosto nos anos tido como normais.

POTENCIALIDADE DO SOLO

- IMPORTÂNCIA ECOLÓGICA DA FAUNA E FLORA

Em relação aos tipos de solos encontrados na região de Jaciara, podemos citar os seguintes:
Latossolo vermelho-amarelo: permitem emprego de implementos agrícolas, geralmente encontrados em relevos planos e suavemente ondulados.
- Latossolo vermelho-escuro: ocorre predominantemente na região leste do município em formas de manchas e possui de 9 a 18 % de teores de ferro por texturas argilosas.
Podzólico vermelho-amarelo: possuem boa reserva de elementos nutritivos possibilitando condições favoráveis à implantação de qualquer empreendimento agropecuário, localizado a sudoeste do município.
- Areias Quartzosas: praticamente inviável para o uso agrícola, sendo de utilização restrita a pastagens extensivas e aproveitamento das espécies vegetais nativas. Localizam-se ao sul do Município.
- Solos Concrecionais: desaconselháveis para o uso agrícola e ocorrem principalmente na parte norte.
De uma forma geral e com relação à extensão de cada tipo de solo, pode-se dizer que a maior parte da área do Município possui solos agricultáveis ou que possibilita a correção.
Com relação à vegetação, podemos afirmar que por Jaciara apresentar condições de solos de boa fertilidade, pode-se encontrar em sua cobertura vegetal matas ciliares, matas de transição e cerrado.
As matas encobrem os vales mais úmidos e as encostas dos cursos dos rios, sendo que as espécies mais comuns são: aroeiras, jatobás, ipês, perobas, angicos e os cambarás, bem como os babacuais. Nos cerrados, as espécies que predominam são o pequizeiros, faveiros, barbatimão, pau-terra, lixeira, etc.
Existe uma reserva florestal que compreende 20% da área do Município, sendo que desta área, 65% é composta de cerrado e 35% de mata.
O perigo da erosão é uma constante no município e já começa a entrar em processo avançado que se intensifica devido as técnicas utilizadas no preparo do solo, tais como a gradeagem excessiva e o desmatamento desordenado.

A EVOLUÇÃO TURÍSTICA



Apesar das grandes dificuldades encontradas junto aos chamados poderes públicos, cujos investimentos no eco - turismo é aquém do imaginável; porém graças ao dinamismo e coragem de alguns empresários existentes no município, esta é uma das fatias que mais se desenvolve em Jaciara.
Os empreendimentos são muitos, alguns acanhados, outros bastante avantajados e alguns, crescendo junto com a clientela, vão aos poucos levando o nome da cidade para fora das fronteiras estaduais.
Com águas hipotermais acima de trinta e dois graus, belas cachoeiras, piscinas naturais, sítios arqueológicos e uma infinidade de belas paisagens e recantos pitorescos, o eco - turismo está se tornando gradativamente, o grande carro chefe da economia local.

sábado, 20 de outubro de 2007

PRINCIPAIS PONTOS TURÍSTICOS











- CAVERNA QUE CHORA
Localizada na Fazenda Vertente, situada à 60 KMs sendo 40 KMs pela BR 364 e 20 KMs em estrada de terra.
É formada por varias galerias com córregos e fontes naturais subterrâneos. Possui uma fauna variada de animais nativos tais como morcegos, pequenas raposas, quatis, etc.
Acesso somente com guia.
- INSCRIÇÕES RUPESTRES
Datadas entre 3.610 a 4.620 anos.
Localizadas no VALE DAS PERDIDAS, na Fazenda Castanheiro à 15 kms sendo 12 kms pela BR 364 e 3 kms em estrada de terra.
Nos meses de Setembro a Abril formam - se cascatas oriundas de rio temporário com vários poços cristalino para banhos.
Acesso somente com guia.
Os arqueólogos franceses, Denis Vialou e Agueda Vilhena Vialou, em 1.984, localizaram os Sítios Arqueológicos em abrigo sobre rochas, que foi denominado “Gruta das Perdidas”, onde paredões exibem pinturas rupestres datadas pelo método carbono 14, entre 3.620 e 4.610 anos, caracterizando - os como sítios pré - históricos em Zona Pré - Histórica.

- GRUTA DA ONÇA
Localizada no Balneário Cachoeira da Fumaça Rafting Park, na Estrada Parque Cachoeira da Fumaça. Dista 8,5 Kms.

- CACHOEIRA DA FUMAÇA
Localizada no Rio Tenente Amaral, dá nome a região.
Possui 30 metros de queda livre. Lugar ideal para prática do Rapel. Dista 12 Kms com acesso pela Estrada Parque Cachoeira da Fumaça.

- OUTRAS CACHOEIRAS:
Localizadas no Rio Tenente Amaral, às margens da Estrada Parque Cachoeira da Fumaça, dista 8,5 kms.
CACHOEIRA DO BAMBU
CACHOEIRA DOS HIPPIES
CACHOEIRA DO CANAL
CACHOEIRA DA MULATA
ROSA DOS VENTOS

- PONTE DE PEDRA sobre as águas do rio Tem. Amaral.
- POÇO NO RIO BRILHANTE, localizado na região do Brilhante.
- RIO SÃO LOURENÇO, um dos formadores da bacia do Pantanal Mato-grossense, que também banha o município jaciarense.

EVENTOS CONSOLIDADOS

- TEMPORADA DE ESPORTES RADICAIS:
Evento com oito modalidades esportivas – duas por semana; em quatro finais de semanas entre Julho e Agosto. Realização Prefeitura Municipal.
- MOSTRA CULTURAL E DE ARTESANATO REGIONAL DE JACIARA:
Evento paralelo a Temporada de Esportes Radicais. Realização Prefeitura Municipal.
- FESTA DO PEÃO DE BOIADEIRO:
Rodeios e exposições comerciais e industriais – mês de Maio. Realização Clube de Rodeio, Associação Comercial e Industrial de Jaciara e Clube Recreativo Jaciarense.

MODALIDADES ESPORTIVAS
















AMOSTRA DE ALGUMAS MODALIDADES ESPORTIVAS QUE COMPÕEM A TEMPORADA DE ESPORTES RADICAIS
- Rapel Controlado: Descida de Paredões em Cachoeiras através de cordas.
- Rapel e Motociclismo: provas inclusas na Temporada de Esportes Radicais.
- JEEP e KART : Provas realizadas na Temporada de Esportes Radicais. Jeep = Rali
- Kart: realizada na Av. Antônio Ferreira Sobrinho.
-VÔLEI DE AREIA: Modalidade masculina e feminina / provas realizadas durante a Temporada de Esporte Radicais.
- BALONISMO: uma das atrações da Temporada de esportes Radicais.
- PARAQUEDISMO: Prova incorporada à Temporada de Esportes Radicais
- Adolescentes passeiam de bicicletas por trilha ecológica às margens do rio Ten. Amaral.
- Passeios em botes infláveis – “rafting” -; nas águas do Rio Tem. Amaral. Prova incorporada à Temporada de Esportes Radicais
- CICLISMO : Prova incorporada à Temporada de Esportes Radicais.

BALNEÁRIOS












- BALNEÁRIO THERMAS CACHOEIRA DA FUMAÇA
Localizado às margens do Rio Tem. Amaral na Estrada Parque Cachoeira da FumaçaPiscinas Naturais de águas mornas, Toboáguas, Piscina Infantil, Lanchonete, Restaurante, Quiosques com Churrasqueiras, Cachoeiras.
Distância: 08 Kms
- BALNEÁRIO PARAÍSO DAS ÁGUAS:
Localizado às margens do Rio Ten. Amaral na Estrada Parque Cachoeira da FumaçaPiscinas naturais, Poços Naturais, Restaurante, Bar, Pequenas Cascatas.
Distância: 10 Kms-
-BALNEÁRIO ROCHA:
Localizado às margens do Rio Ten. Amaral na Estrada Parque Cachoeira da FumaçaPraia Natural, Piscina, Restaurante, Toboágua, Quadra de Futebol de Areia e Vôlei de Areia, Churrasqueiras.
Distância: O5 Kms
- HOTEL FAZENDA GAETA

sexta-feira, 19 de outubro de 2007

ISTO TAMBÉM ACONTECEU:



- MISSÃO DAS IRMÃS CATEQUISTAS EM JACIARA - MT

- IPAN CONSTATA DEGRADAÇÃO NO VALE DAS PERDIDAS

- USINA JACIARA: UMA PRIVATIZAÇÃO QUE DEU CERTO

- A ORIGEM DA PALAVRA "CAIÇARA"

- UMA HUMILDADE QUE RENDIA VOTOS

- PADROEIRO CONSIGNADO

- ACREDITE SE QUISER
Foto: - Jaciara em Festa. A comunidade comemora seus 20 anos de fundação. A festa como sempre, acontece na Av. Antônio Ferreira Sobrinho.

MISSÃO DAS IRMÃS CATEQUISTAS EM JACIARA - MT



Um chamado se fez caminho, pois há uma luz que: Irradia, Arde e Ilumina, desde 1915, quando no seio da terra mãe, em Rodeio - SC. , nascia a congregação das irmãs catequistas Franciscanas.
Esta pequena semente, germinou, cresceu e espalhou novas sementes do reino, lançando suas raízes e ramagens para mais longe. Já em 1947 expande a missão para Mato Grosso, chegando em Fátima de São Lourenço. Não demorando muito se fixam também na pequena Vila de Jaciara, no ano de 1959.
Nos primeiros meses as irmãs tomavam as refeições nas casas dos vizinhos, enquanto isto iam providenciando os equipamentos mais necessários para dentro do seu lar.
Nesse mesmo ano ( 1.959) deram início às aulas com uns 30 alunos, cobrando uma mensalidade de Cr$ 50,00 (cinqüenta cruzeiros).
Já havia em Jaciara duas escolas: Um colégio Protestante com 220 alunos e um Grupo escolar com 150 alunos, cuja direção e professores eram também protestantes.
A Escola São Francisco, foi a terceira a ser criada no município, fundada com a chegada das freiras franciscanas.
Como sabemos, todo começo é difícil, também não foi fácil às primeiras religiosas, pois era tudo muito precário, as condições de vida do povo e delas próprio. Mas aos poucos, tudo foi se ajeitando e criando consistência.
Em janeiro de 1960 foi construído, pelo Bispo Dom Vunibaldo, o pequeno colégio, podendo então se atender um número maior de alunos. Também as freiras passaram a residir numa das salas do colégio deixando a outra casa para abrigar as primeiras internas em número de dezessete que foram confiadas a uma moça cujo nome não consta no Livro das Crônicas.
Em 1964, o Colégio São Francisco já contava com 430 alunos e 7 professores.
Atualmente além das atividades pedagógicas, as Irmãs Franciscanas sempre atuam nas capelas, hoje denominadas Comunidades Eclesiásticas de Base, em companhia de um padre.
Para manter-se fiéis à missão e confiantes ao chamado do Mestre, buscamos sempre na força da oração, nos estudos de aprofundamentos e na busca da espiritualidade Francisclariana, procurando estar sempre atualizadas e em consonância com os sinais dos tempos.
Hoje somos três irmãs na fraternidade de Jaciara, pois a Missão está para além fronteira e nossa província está presente em quase todos os estados do Brasil e outros países como Angola e Bolívia, bem como em outras áreas longínquas dentro do estado e na Amazônia.
No Colégio São Francisco contamos com 14 salas de aula em pleno funcionamento, nos períodos matutino e vespertino, atendendo 830 alunos do ensino fundamental.
O prédio é da é da congregação das Irmãs Catequistas Franciscanas e alugado para o Estado. Somos uma escola estadual. O que nos difere das demais, é que em nossas escolas não há eleição para diretores, ficando este cargo sob a responsabilidade das irmãs, no restante, trabalhamos dentro da política pedagógica da SEDUC.
A escola conta com o trabalho de 48 funcionários entre corpo docente e pessoal administrativo.
Na tarefa de educar, como franciscanas, amante da vida, primamos por uma educação libertadora, a serviço da vida e da esperança.
Nós irmãs hoje além da escola, estamos presentes, no dia - a - dia da nossa comunidade nos trabalhos desenvolvidos junto as famílias, através de visitas, atendimento em caso de doenças e morte, também visitamos algumas comunidades rurais, na tentativa de uma maior integração com os trabalhos pastorais da paróquia.
Concluindo esta temática, acreditamos que a educação é um processo que não acaba, e sim que se aperfeiçoa a cada ser e em cada encontro e situação vivida. A vida nos ensina muitas coisas e nos mostra que somos capazes de aprender sempre.
Texto produzido por : Ir. Evanilda Jumker Cavalheiro
Foto: - Alunos da Escola São Francisco participando do desfile no Dia da Pátria em 7 de setembro de 1.965.

IPAN CONSTATA DEGRADAÇÃO NO VALE DAS PERDIDAS



Uma equipe do IPAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, chefiada pela arqueóloga, Maria Clara Migliacio, esteve visitando recentemente a Gruta das Perdidas, situada no município de Jaciara.
A Gruta, localizada no Vale das Perdidas, é um dos maiores patrimônios históricos de Mato Grosso. Situada a pouco mais de dez quilômetros do centro da cidade, a Gruta das Perdidas possui inscrições rupestres que datam de mais de cinco mil anos e falam de uma cultura de uma civilização já extinta.
Segundo a Doutora Migliacio, sua equipe veio até Jaciara, com o objetivo de fazer uma visita “in loco” com o fim de se averiguar as reais condições de preservação deste sítio arqueológico. Preocupada, Migliacio condenou a forma desordenada com que o sítio vem sendo visitado, uma vez que “os sítios arqueológicos possuem recursos naturais não renováveis que danificado, não se tem como recompô-lo, tal a singularidade da composição das rochas e materiais ali existentes”.
Foram constatados pela equipe de Migliacio, dois tipos de depredação: Um próprio da natureza - que é o deslocamento de suas placas por ações naturais fazendo com que se percam várias parte dos desenhos existentes nas paredes, e outro proveniente das queimadas próximas do local. Para a arqueóloga é necessário que a Prefeitura Municipal e os órgãos ambientais existentes em Jaciara, tomem uma posição, com medidas urgentes contra estas queimadas e a deflagração de uma campanha de conscientização para os visitantes do local, em relação ao procedimento próprio, inclusive que tais visitas só sejam feitas com monitores guias treinados especialmente para este fim.
Mesmo registrado no IPAN, o Vale das Perdidas, até o presente momento, ainda não foi beneficiado com nenhuma ação por parte do órgão ou dos governos representados por ele e que garanta sua preservação. O tombamento da área e outros investimentos tão necessários à proteção desta beleza arqueológica, continua sendo só sonho dos ambientalistas e demais defensores locais.
Foto: - Vista parcial de uma inscrição rupestre na parede da gruta.

USINA JACIARA: UMA PRIVATIZAÇÃO QUE DEU CERTO



Na busca de alternativas que prendessem o homem no município e desse melhores condições de trabalho à família jaciarense, o governo estadual em 1.962 promoveu a fusão da compra da produção de cana em território municipal, tendo em vista que já nesta época, Jaciara se projetava como um dos mais promissores produtores de cana - de - açúcar.
Até meados de 1.961, existiam vários pequenos engenhos que produziam rapadura e outros derivados da cana de forma artesanal. Numa iniciativa então inédita no Brasil, o governo estadual promoveu a partir da safra de 1.962 a compra de toda plantação de cana, e os canavieiros em troca de incentivos fiscais e financiamento oficial, se comprometeram a vender suas safras para o governo via Usina Jaciara.
Com o compromisso oficializado por parte dos plantadores de cana, em 10 de novembro de 1.962, o Estado, pela Lei 1.765, criou a Usina Jaciara, que teve a sua implantação iniciada logo no ano seguinte (1.963). Para seu funcionamento rápido, a maior parte dos seus equipamentos foram reaproveitados das usinas, Santa Fé e Conceição ( ambas de propriedade do governo na região sul do Estado - hoje MS) e já em 1.965 produziu a primeira safra.
A Usina Jaciara nos primeiros anos de produção apresentou uma baixa produtividade, devido ao uso de equipamentos obsoletos e à técnica de plantio atrasado. Por estes e outros fatores de ordem administrativa o rendimento não dava nem para pagar os operários. Nesta época a direção da usina era exercida por Superintendentes nomeados pelo governo do Estado.
Um dos superintendentes, Dr. Ivo Cuiabano Scaff, foi o primeiro a defender a tese de que a usina deveria ir para as mãos da iniciativa particular, caso contrário, a política adotada pelo governo em relação ao desenvolvimento industrial na região ficaria definitivamente comprometido.
Em 1.969, o Estado arrendou a usina a uma cooperativa de produtos agrícolas. A cooperativa faliu dois anos depois e o governo estadual teve que ressarcir os plantadores e demais fornecedores da Usina Jaciara, numa operação política, que até os dias atuais gera controvérsia.
Em 1.972, o governo estadual resolve privatizar a Usina Jaciara. Era a primeira privatização de um chamado bem produtivo e/ou industrial a ser realizado nos moldes das atuais privatizações. Graças à esta iniciativa, os irmãos Naoum - Mounir, Wiliam Habib e George Habib - passaram a ter o controle acionário da empresa e assumiram a direção da Usina.
Nascia o novo tempo da tecnologia de cerrado. Primeira usina produtora de álcool e açúcar no Estado, a Usina Jaciara recebeu um tratamento especial por parte dos novos dons. Os irmãos Naoum modernizaram a lavoura, reformaram os equipamentos, ampliaram o quadro de fornecedores de cana e adquiriram mais terras.
Com o aumento da produção de terra, o maquinário existente não suportou o acúmulo de safras. Os irmãos Naoum substituíram os equipamentos por outros maiores e mais modernos e reestruturaram o edifício da Usina.
Assim, graças à participação da iniciativa privada, o empreendimento foi salvo e por duas décadas consecutivas, a Usina Jaciara foi a única produtora de álcool e açúcar no Estado. Somente a partir do final da década de oitenta, apareceram outras usinas produtoras de açúcar em Mato Grosso.

Foto: - Vista parcial da Usina Jaciara

A ORIGEM DA PALAVRA "CAIÇARA"



O Dicionário da Língua Portuguesa, traduz a palavra Caiçara como, "desbriado", "vagabundo" e "caipira asselvajado", entre outros termos não menos pejorativos. Nos textos anteriores foi feita a menção dos senhores; Antônio de Deus - o Doricão e José Alves da Silva, o vereador, cuja ligação entre ambos é a coincidência do uso do termo em suas vidas.
José Alves da Silva, um dos primeiros vereadores eleitos, era nordestino. Ganhou o apelido de "Caiçara" nas rodas de amigos. Talvez por causa de suas longas pernas, agilidade e destreza, à semelhança da ave tão conhecida pelos então moradores da currutela.
Antônio de Deus - o Doricão, era um verdadeiro "caipira asselvajado". Nada se sabe sobre sua origem, a não ser que era um dos últimos descendentes de uma possível tribo cuiabana autóctone em processo final de extinção.
Quando os representantes da Cipa chegaram no local onde é hoje a chácara do finado Paulo Ferreira, Doricão já morava alí havia vários anos e à semelhança de tantos outros "selvagens" não possuía nenhum título oficial de posse, ocupação ou domínio da terra.
Bom de verborragia, calmo e sobretudo convincente, Paulo Ferreira conseguiu fazer com que Doricão se mudasse do local, com a promessa de que lhe daria outras terras no local que lhe fosse apropriado. Entretanto por vários anos a questão se arrastou, e finalmente Paulo Ferreira, terminou lhe entregando uma quadra perto de onde hoje funciona a Escola Pestalozzi.
O nome e o sobrenome - Antônio de Deus, foi lhe dado como de batismo por Frei Inocêncio, um dos primeiros padres a passar por estas plagas; o apelido - "Doricão", foi colocado pelos moradores da Vila.
Vários moradores de Jaciara puderam conhecer o "Doricão", que até poucos anos atrás trabalhava com sua carroça de tração animal fazendo pequenos fretes.
Moradores mais antigos, nascidos e criados na região, afirmam que além dos índios Bororós, na Cachoeirinha, nas imediações da curretela existia alguns selvagens, de uma suposta tribo indígena denominada Caiçara da qual "Doricão" era um dos últimos representantes.As mesmas fontes descrevem com detalhes as cerimônias de funeral, até então realizadas pelos Caiçaras (tipo velar o corpo do morto até o total estado de decomposição, quando então o esqueleto descarnado era colocado num tipo de balaio, feito de taquara ou juncos e enterrado em pé), inclusive apontam como cemitério deste povo, o outro lado do córrego na estrada velha que levava para Cuiabá, onde existiam, até 1992, algumas mangueiras centenárias, depois da ribanceira no final da atual Avenida Piracicaba.

Foto: - José Alves da Silva, um dos primeiros vereadores eleitos; e o mais votado entre eles.

UMA HUMILDADE QUE RENDIA VOTOS



O primeiro prefeito eleito, Antônio Bastos Pereira, é destas poucas pessoas que enrique a vida daqueles que o conhecem não só pela sabedoria demonstrada ao longo de sua existência pública, mas sobretudo pela humildade, característica maior do homem com "H" maiúsculo sobre o qual escrevo estas toscas e rápidas linhas.
Antes de ser prefeito eleito, no distrito de Jaciara realizou - se uma eleição para Juiz de Paz.
Afinal, quem era e pra que servia um juiz de paz?
Como que moldado para o cargo em questão, Bastos foi eleito e em nome da paz procurava conviver harmônicamente com todos os habitantes da vila; e na medida do possível animava a todos à viverem da mesma forma.
Mas o maior exemplo de humildade Antônio Bastos demonstrou ao ser indicado como Juiz de Paz e fiel depositário do município jaciarense, quando da nomeação de Alberto Tavares.
Segundo a Constituição em vigor, o administrador só podia exercer o cargo durante, no máximo, seis meses. Como no ano da indicação de Tavares para a função, não houve eleição e a mesma só aconteceria daí a quatro anos, o Prefeito de Cuiabá nomeou uma comissão que veio à Jaciara, praticamente despediu Tavares do cargo e deu ao fiel depositário, além da incumbência de guardar os móveis e a papelada, a difícil tarefa de conciliar a administração local com o descontentamento político que passou a reinar na currutela.
Bastos não se intimidou ante as dificuldades elencadas pelos amigos. Administrou serenamente o distrito, pagando direitinho os três ou quatro funcionários públicos que então havia (entre eles o zelador do cemitério) e nunca tocou trombeta e sequer cobrou qualquer espécie de honorário pelos serviços extras prestados ao distrito.Graças ao silêncio e a humildade de Antônio Bastos, Alberto Tavares ficou conhecido historicamente, por tempo integral, como "o primeiro prefeito".

PADROEIRO CONSIGNADO


Com a notícia da transformação do distrito em município, a comunidade católica alvoraçou-se. Várias reuniões passaram a ser feitas pois, segundo os moradores da vila, município que é município tinha que ter um padroeiro.
Por determinação do padre e da comunidade, em função da localização da currutela no Vale São Lourenço, ficou combinado que o padroeiro seria São Lourenço e convencionou-se que uma imagem do santo iria ser adquirida o mais rápido possível. Para tanto foram levantadas as prendas, realizados os leilões necessários e o dinheiro levantado foi entregue para Josuel (membro da comunidade que levava produtos daqui para vender em Cuiabá e de lá trazia as encomendas para serem vendidas e entregues aos moradores locais).
Josuel viajou e na volta a comunidade se reuniu ansiosa e curiosa para receber a imagem do padroeiro São Lourenço. E então para surpresa de todos ao ser desembrulhado o pacote, o padre dá a triste notícia de que o "santo" estava errado. É que ao invés de trazer a imagem de São Lourenço, Josuel trouxe uma imagem de São Francisco.
Para justificar a troca das imagens, Josuel explica aos devotos, de queixos caídos, que não havia encontrado a imagem recomendada, porém mesmo que a encontrasse o dinheiro arrecadado seria insuficiente para o pagamento da mesma, razão pela qual ele terminou comprando o "São Francisco".
A compra da "imagem errada" gerou uma discussão entre Josuel e um português por nome Manoel, que afirmava estar Josuel "querendo faturar encima da compra da imagem". Como a coisa pegou fogo, para evitar o pior, Leopoldo Sonsin e Eugênio Scaramal - que eram líderes católicos na comunidade -; para acalmar os ânimos sugeriram que a partir daquela data, ficava o dito por não dito e "São Francisco" seria então, doravante, o padroeiro do município.
Magoado com as supostas acusações de Mané Português, Josuel devolveu o dinheiro que a comunidade lhe entregara, ao padre, no ato, afirmando que a imagem de São Francisco, a partir de então, era de sua propriedade, entretanto ele a deixaria na igreja até o dia em que entendesse, podendo retirá-la quando bem quisesse.
A comunidade aceitou a proposta de Josuel, porém a imagem permanece até os dias atuais na Igreja Matriz, pois nem Josuel ou seus descendentes até a presente data não manifestaram desejo de retirá-la.

ACREDITE SE QUISER



I - Por volta da fundação de Jaciara, a CIPA possuía dois carros que trafegavam pela cidade a serviço e, em um determinado dia, o incrível aconteceu: os dois veículos se chocaram na localidade onde funcionava a Feira-Livre (ao lado da Escola Marechal Rondon).

II - D. Dininha, uma das personagens importantíssimas na formação de Jaciara, pediu que um de seus empregados fosse buscar milho na roça. Chegando lá, logo que começou a trabalhar, o funcionário sentiu uma forte dor de barriga e foi procurar o meio mais fácil para poder aliviar-se.
Como já era bem tarde e o Sr. Mariano José que por ali estava caçando ao ver o capim balançar-se, não teve dúvidas: atirou, acertando, imprudentemente, o infeliz do homem que teve de se deslocar para Cuiabá, mas sobreviveu.

III - Conta-se, também, que algum tempo depois, quando JACIARA já tinha mais casa, o Sr. Alexandre, passando pelo Campo de Aviação, onde pousavam os aviões da CIPA, com um problema de disenteria, logo procurou um meio rápido para livrar da situação. Acontece que um piloto, tentando fazer um pouso forçado, com os motores do avião desligados, terminou batendo com a asa da aeronave na cabeça de Alexandre, que também conseguiu sobreviver.

NOTAS APENSAS:

Confira os textos:

- VANDALISMO E HOLOCAUSTRO NO ALTAR DA LUA
- COMO ACONTECEU
- CINISMO E DEPREDAÇÃO
- FOGO COMPROMETEU ESTRUTURA DA CASA
- VIOLÊNCIA GRATUITA
- QUEM FOI CULPADO?
- O TRISTE RETORNO

VANDALISMO E HOLOCAUSTRO NO ALTAR DA LUA



Na quinta-feira, doze de março de 1.998, entre vinte e vinte três horas da noite, o município de Jaciara viveu a noite mais triste de sua história. Liderada por elementos, até a presente data, 30/06/03, não identificados, uma multidão histérica e desprovida de nexo racional começou por apedrejar a Delegacia de Polícia Civil local e terminou incendiando e depredando a casa do então prefeito, Celso de Oliveira Lima.
No processo que tramita na justiça comum, quase duas centenas de pessoas já foram ouvidas, entre elas, todos os diretores da rede estadual de ensino que liberaram os alunos antes do término das aulas para participarem do histórico infortúnio. Na Delegacia, eles foram unânimes em afirmar que liberaram os alunos sob alegação dos mesmos de que iriam participar de uma manifestação pacífica pedindo justiça pelo cruel assassinato da também estudante, Maria Vanir de Souza.
Além das pessoas ouvidas, cujo depoimento até agora não contribuiu muito para a localização definitiva dos responsáveis ou responsável, a justiça também indiciou alguns menores (e maiores) que aproveitaram da confusão para roubar o que acharam disponível na casa do prefeito, como roupas, jóias, aparelhos eletrodomésticos e até quinquilharias.

Foto: - Munidos de faixas e cartazes os manifestantes lotaram o pátio da Delegacia.

CINISMO E DEPREDAÇÃO



A confissão fria e cínica dos crimes, praticados com requintes de sadismo e crueldade, revoltou a comunidade estudantil, cujo lamento e indignação também foi ouvida pela população que se uniu numa manifestação pedindo por justiça. Na passeata, que teve inicia na boca - da – noite e que começou em frente da Prefeitura Municipal e prosseguiu até o pátio da delegacia, aproximadamente mil e quinhentas pessoas, com faixas e cartazes, pediam justiça e externavam sua solidariedade para com as famílias enlutadas.
Temendo que os assassinos fossem linchados, o delegado, Dr. José Abdias, providenciou junto ao juiz, Dr. Pedro Pereira Campos, da comarca jaciarense, a transferência de Geraldo e “Trazante” para a penitenciária Mata Grande, em Rondonópolis. Ao tomarem conhecimento da transferência dos presos, alguns componentes da manifestação, “indignados”, optaram por depredar o prédio da delegacia. Na depredação, um veiculo estacionado ao lado do prédio, foi destruído parcialmente.

Foto: - Ao serem informados de que os presos haviam sido transferidos, os manifestantes organizaram uma comissão que penetrou até o interior da cadeia publica jaciarense, para comprovar a veracidade da informação.

COMO ACONTECEU



Tudo começou na noite de terça -feira, dez de março de 1.998, com o assassinato da estudante Maria Vanir de Souza, de vinte e seis anos de idade, residente na Vila Martins. Ela foi morta com seis facadas desferidas por Geraldo Albino.
Após a morte da estudante, o então Tenente Marcos Sovinsk, comandante da 3ª CIA PM/MT em Jaciara, entrou em contato com os familiares do assassino que informaram haver o mesmo fugido para a cidade de Iporá, em Goiás, onde o mesmo pretendia se esconder na casa de outros parentes. Sabedor do paradeiro do assassino, o Tenente Sovinski, utilizando - se de seu próprio veiculo, uma vez que nenhuma das viaturas oficiais tinha condições para uma viagem desta natureza, conseguiu prender e trazer para a cadeia de Jaciara, Geraldo Albino, isto em menos de vinte e quatro horas.
No trajeto de volta, num bate - papo com o Tenente, Geraldo terminou confessando mais dois outros crimes que há tempos vinha inquietando a comunidade jaciarense: 0 assassinato do vigilante Vantuir Pereira, ocorrido no mês de novembro de 1.997 e o hediondo crime com requintes de demência, onde a violência sexual e a execução a pauladas, colocaram fim à vida da menor, Irene Dayane, isto ainda em 1.996 e até aquele momento, sem nenhuma pista que solucionasse o misterioso caso. Em relação ao estupro e morte de Dayane, Geraldo informou que o assassino em questão era o ex - zagueiro do Grêmio Jaciarense de Futebol e então desempregado, Nilson Trazante e que ele (Geraldo) apenas participara.

Foto: - A grade do portão derrubada. Sobre ela, os vândalos abandonaram um colhonete, uma das poucas peças retiradas intactas do interior da casa.

FOGO COMPROMETEU ESTRUTURA DA CASA



Da delegacia os manifestantes foram para a residência do prefeito municipal que no momento da manifestação se encontrava em uma reunião no Bairro São Sebastião juntamente com outras autoridades, enquanto sua esposa, Dona Tereza, se encontrava em casa preparando - se para participar de uma solenidade relativa ao Dia Internacional da Mulher. Avisada por amigos, Dona Tereza retirou - se apressadamente de casa. Atendendo pedidos de amigos e familiares que temiam um atentado à integridade física, o casal não foi até o local ver de perto o que estava acontecendo, dirigiu - se para Rondonópolis onde pernoitaram em um hotel.
Por sua vez os manifestantes ao chegarem e encontrar a casa vazia; e fechada, alguns deles, derrubaram o portão a golpes de pesadas. O soldado, Alcedino Alves de Jesus, da 3ª Companhia de Policia, foi atingido por uma pedra lançada durante a manifestação.
Antes de atear fogo, muitos entraram e saquearam a casa, levando vários objetos pessoais, aparelhos eletrônicos e outros bens. Segundo o policial apedrejado, a policia tentou, sem sucesso, evitar o incêndio e o saque.
Apesar do socorro, que veio assim que os depredadores, saqueadores e incendiários, desocuparam a casa, de certa forma rápido e objetivo por parte de amigos e simpatizantes do casal Celso e Tereza, os vários focos de incêndio comprometeram toda a estrutura da residência que durante anos abrigou a família Oliveira Lima.

Foto: - Bombeiros, policiais da 3ª CIA PM/MT e amigos, lutam para debelar as chamas da residência da família Lima.

VIOLÊNCIA GRATUITA



A onda de violência que atingiu os céus de Jaciara com o preto da fumaça e o vermelho das chamas oriundas do incêndio na casa de Celso, ergueram – se como um protesto mudo ante a barbárie que se transformou a pacífica manifestação.
Apesar da auréola de pacividade que deveria marcar o protesto estudantil, qualquer cidadão de boa índole sabia perfeitamente que a mesma não terminaria pacificamente como foi supostamente planejada. Com os assassinos presos, tendo em vista que a polícia militar realizou uma das mais belas e rápida captura e elucidação, que justiça queriam os manifestantes? Transferência dos presos para o Carumbé? Linchamento? Qual era realmente o tipo de justiça pretendida? O certo è que a mancha negra que maculou a histórica e pacata Jaciara, também enterrou com ela os reconhecimentos merecidamente devidos ao Tenente Sowinski e seus comandados pela sua atuação na solução e prisão dos assassinos.
Um cidadão que não quis se identificar, resumiu assim o prêmio da captura: “a comunidade jaciarense pecou por omissão e deixou que um trabalho grande e gigantesco feito pelas autoridades fosse manchado pelas pedradas de alguns baderneiros”; isto referindo-se às pedradas levadas pelo soldado Alcedino, cuja vítima tipificou a agressão sofrida pelas autoridades num todo.

Foto: - O soldado Alcedino violentamente atacado por pedradas atiradas por manifestantes. No detalhe, o rosto sangrando.

QUEM FOI CULPADO?

Praticamente nove anos depois, a cidade ainda permanece dividida quanta a culpa destes ou daqueles. Como o medo tomou conta das pessoas de bem, os comentários, ainda hoje, são feitos de boca fechada e longe de olhares indiscretos. Apesar da denúncia crime feita pelo ministério público - cujo processo ainda se encontra em andamento; a própria morosidade da justiça em relação ao caso é fator bastante incisivo para que a comunidade continue calada a respeito do fato.
De uma forma geral, todos os suspeitos identificados nas fitas gravadas pelas equipes de reportagem da televisão local; da TV Cidade e das emissoras da capital do estado; ou fotografadas pelos profissionais que apareceram na hora do quebra- quebra, parecem que não estão ajudando muito na elucidação dos fatos.
Entre as pessoas mais visadas de forma geral, o então presidente da AME; -Associação Mato-grossense de Estudantes Segundanistas de Jaciara, Ari Viana – um dos comandantes da manifestação e um dos organizadores da passeata, depois de um breve desaparecimento de circulação, desaparecimento este segundo ele “em sua casa aguardando as fatos”, deu as caras, foi à Delegacia de Policia, prestou o depoimento de praxe e se eximiu; bem como aos demais estudantes; do trágico fado. Segundo Ari, em uma de suas entrevistas ao canal local de televisão, “os grandes responsáveis pela baderna que dividiu a história de Jaciara, foram políticos inescrupulosos e alguns baderneiros”.
Na época outro elemento apontado como um potencial culpado seria o radialista e então vereador petista, Valdemir Costa, que aproveitando-se da então insatisfação popular com a administração de Celso, sempre que alguém ligava para o seu programa, “Comando Geral”, aproveitava para Lembrar que “apesar das altas taxas cobradas pela prefeitura, a cidade não tinha iluminação pública e a vítima fora assassinada em uma rua cheia de mato e desprovida da referida iluminação”. No seu programa levado ao ar pela Rádio Xavantes, nas manhãs da quarta e quinta-feira que precederam o trágico fato, o então radialista e vereador, não poupou críticas, prenomes ou adjetivos singulares à pessoa e à administração do então prefeito; em sua defesa alega que na hora da manifestação, estava numa reunião no bairro Jardim Aeroporto.
Para o então Tenente, Marcos Sovinski, “os responsáveis são uma meia dúzia de babacas irresponsáveis que a policia vai encontrar e a justiça fá – los-a pagarem pelo que eles fizeram”.

Foto: - O então líder estudantil, presidente da AME/Jaciara; Ari, no pátio da Delegacia, num inflamado discurso à frente dos manifestantes.

O TRISTE RETORNO


No sábado, dia quatorze, dois dias depois, Celso e Dona Tereza retornaram para ver o que restou do seu antigo lar. Na desolação das cinzas, a triste constatação de que todos os registros dos momentos passados na magia do enlace matrimonial, bem como todas as lembranças pessoais de uma vida construída a dois, foram irremediavelmente perdidas. Naquela bucólica tarde sabatina, Celso e Dona Tereza, constataram aterrorizados que formavam um casal sem registro do passado.
Apesar da tristeza do lar depredado, o retorno do casal foi marcado por uma grande manifestação de solidariedade por parte de amigos e outros membros da comunidade. Nos abraços mudos e nas lágrimas reprimidas, a população jaciarense deixou claro que não concordou com o ato de vandalismo praticado.
Foto: - Uma grande multidão de amigos veio manifestar seu apoio e solidariedade ao casal. Uma forma muda de protestar contra o ato de vandalismo praticado contra a pessoa do casal.

BIBLIOGRAFIA - FONTES CONSULTADAS

Bibliografia

- Prefeitura Municipal de Jaciara
- Empaer -Jaciara/MT
- Indea - ULE - Jaciara/MT
- Jornal O MomeMTo
- Secretaria Municipal de Educação, Cultura Esporte e Lazer
- Coordenadoria Estadual de Educação - Coordenação local/Jaciara
- Associação Comercial e Industrial de Jaciara
- Sindicato Rural de Jaciara

Copilação de dados:
Neemias N. Martins
Manoel Martins de Jesus

Catalogo:
Jesus, Manoel de
Jaciara / Manoel de Jesus - Jaciara, 1.998

1. Jaciara - História. 2.Jaciara - Municípios - História. I .TítuloCDD ( 1ª Edição)